Abertura da Sala

Aqui estão algumas reflexões sobre o Teatro de Arena, sobre Joel de Carvalho, sobre os ofícios teatrais. É um estudo em aberto, passa por uma entrevista sobre processos cenográficos; por fotos da maquete do Teatro de Arena Eugênio Kusnet; por uma linha do tempo (no dossiê artístico), ainda em construção, que tenta ligar desenhos cênicos e espaços construídos no tempo, fruto da pesquisa realizada por Livia Loureiro.
Teatro é uma das artes da presença, necessita da ação de parte da equipe de quem faz a obra (atores, atrizes, operadores de som e luz, maquinistas, contrarregras) presente no mesmo espaço e tempo em que o espectador está. É uma arte cuja percepção depende da relação entre atores, atrizes e a plateia. Todo o material que resta sobre teatro é documento para uma interpretação da cultura. Não é o fato em si, pois ele se extingue e transita da presença para a memória no momento em que o espetáculo termina. Por isso, escrever e pesquisar cenografia é como juntar cacos. Cacos de memória, de documentos, esparramados no tempo e no espaço. Neste caminho encontramos muitos vazios, o que dá ao trabalho a possibilidade da imaginação, da interpretação. Certamente é um caminho de esperançar.

A seguir você acompanha Graxa, sobre iluminação realizado por Nara Zocher.

Graxa

Dentro da história do teatro, os mitos e ritos míticos eram dançados pelo coro de pessoas que moravam nas cidades e iam em direção ao campo, composto por diferentes tipos de pessoas gregas, bebendo, oferecendo bebida, tocando, cantando, contando uma história. E os estudiosos arqueologistas do teatro nos dizem que o iluminador da cena era o sol, o fogo e seus derivados, o luar, além de objetos como espelhos, metais, e entre outras reflexões manipuladas por pessoas. Elementos que expressavam na maior parte das vezes, o divino e suas manifestações. Esses ritos fundadores do teatro datam de mais de 3 milênios atrás. Nessa época também não havia conceitos como temos hoje sobre teatro, ou arte. Os gregos seguiram seu curso assim como grandes civilizações contemporâneas a eles e os trajetos dessas vidas nos são contados nas escolas. Alguns pontos temporais nos denunciam mudanças, não porque um objeto ou uma pessoa muda, mas porque toda uma sociedade se transforma e passamos a mudar nosso modo de vida.

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Joel de Carvalho trabalhou com encenadores que renovaram o teatro no Brasil.
Propôs espaços dinâmicos, que borram os limites entre palco e plateia, integrando também os ofícios da cena.


Está ao lado de Flávio Império, Helio Eichebauer, José de Anchieta Costa, Naum Alves de Souza, Lina Bo Bardi, Pernambuco de Oliveira, Luiz Carlos Ripper, entre artistas que pensaram as brasilidades possíveis, que tiveram uma busca permanente e humana sobre o trabalho artístico.


Foto colagem: um exercício de liberdade. Uma colagem poética, mistura desenhos de Joel de Carvalho, de Livia Loureiro e de Nara Zocher.

Este projeto foi realizado com apoio do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

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